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Bolos de natal: 3 opções deliciosas para qualquer época do ano

23 DEZEMBRO,2017

 

Fim de ano chegando. Época de festividades, dentre elas, o Natal. Mesa farta, troca de presentes, família e amigos reunidos. Nessa data, não pode faltar um daqueles deliciosos bolos de Natal, não é mesmo? Afinal, a sobremesa é a parte mais gostosa da ceia.

 

Você sabia que existem diversos tipos de bolos de Natal? Sabe como são feitos e quais são as suas origens?

 

Não? Não se preocupe. Elaboramos este texto especial com 3 tipos de bolos de Natal para que você possa preparar um cardápio diferenciado para suas comemorações de fim de ano!

 

Quer saber mais? Então, continue lendo o texto e confira nossas dicas!

 

Panetone

 

O que é?

 

É impossível pensar em Natal e não se lembrar do famoso pão doce. O panetone é um bolo, em formato de cogumelo, feito com farinha, ovos, manteiga, levedura, açúcar e frutas cristalizadas. Produzido com fermento natural, que dá o gosto azedinho característico à massa, o panetone é figura carimbada nas festas natalinas.

 

Qual é a origem?

 

Sobre sua origem, existem diversas versões. Alguns dizem que o panetone surgiu em Roma e que os romanos foram os primeiros a acrescentar açúcar aos pães. Outros afirmam que a origem da receita vem de Ughetto, um italiano de ascendência nobre, que se apaixonou pela filha do padeiro local e a ajudou na preparação do que hoje conhecemos por panetone.

 

No entanto, a narrativa mais famosa para o surgimento da receita vem de um erro. Toni, um ajudante de cozinha, que trabalhava para o cozinheiro de Ludovico El Moro, em meados do século 15, foi obrigado pelo padeiro a ceder o bolo que havia guardado para sua própria ceia. Isso porque o padeiro havia queimado um dos bolos para a ceia natalina da família Sforza. Acrescentando frutas cristalizadas e outros ingredientes à massa, criou o panetone. Inclusive, o nome panetone seria uma homenagem ao ajudante de cozinha: “o pão do Toni”.

 

No Brasil, a tradição de servir panetone no dia de Natal não é tão antiga quanto a sua história. O produto só começou a ser consumido pelos brasileiros no século 20, com a chegada dos imigrantes italianos ao Brasil.

 

Stollen

 

O que é?

 

Também conhecido como Christstollen ou “Pão de Cristo”, esse primo alemão do panetone difere em sabor e formato. Ao contrário do panetone, que tem forma de cogumelo, o Stollen se assemelha muito mais a um rocambole, mais baixo e comprido. Além disso, o sabor é mais suave e doce, devido à fermentação que não é natural como na fabricação do panetone. Em sua receita, leva ingredientes similares aos do panetone, sendo acrescidos, entre eles, açúcar polvilhado em cima e amêndoas no interior da massa.

 

Qual é a origem?

 

Quando se pensa em Alemanha, sempre vem à cabeça a produção de cervejas e salsichas. No entanto, o país é um dos principais produtores de pães da Europa, dentre eles, o Stollen. Sua origem é antiga, datada do século 14, quando o Stollen era feito nos mosteiros, a fim de que fosse servido nas celebrações festivas. A receita se modificou com o passar do tempo, mas a tradição ainda perdura.

 

Segundo a história, o primeiro Stollen foi preparado na corte real saxônica, utilizando farinha, ovos, açúcar, óleo e levedura. O pão costumava ficar duro, já que a manteiga era proibida na época da quaresma, seguindo a tradição da religião adventista. Foi somente no final do século 15 que o Papa Inocêncio VIII permitiu o uso da manteiga, o que deixou a massa do Stollen mais suave e macia.

 

Bolo do Rei

 

O que é?

 

Em sua versão original, o bolo do Rei é uma massa de aparência circular. A massa é torcida, como uma rosca, em forma de anel. O formato lembra uma coroa, já que o bolo é feito em homenagem aos três reis magos. Em sua receita, leva farinha, açúcar, ovos, manteiga, fermento, frutas cristalizadas, limão, laranja e vinho do porto.

 

Qual é a origem?

 

Ao que consta, o bolo do Rei tem milênios de existência. Contam as lendas que, inclusive, teriam sido os três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, a darem início a essa tradição. Se é verdade ou apenas uma lenda, não sabemos, mas as cores e aromas do bolo simbolizam os presentes dados pelos reis magos ao menino Jesus, em comemoração ao seu nascimento.

 

Assim, a casca amarelada da massa simboliza o ouro. As frutas cristalizadas, por sua vez, fazem menção à mirra. E o incenso? Bom, esse presente é simbolizado pelo aroma do bolo ao ser assado.

 

A tradição, antigamente, era colocar uma fava e um brinde dentro do bolo. Isso acontecia por causa da história dos reis magos. Dizem que, no dia do nascimento de Jesus, os reis magos entraram em uma disputa para ver qual dos três seria o primeiro a entregar o presente ao menino.

 

Então, um artesão que passava por perto viu a discussão e teve uma ideia: fez um bolo e colocou uma fava no meio da massa. Depois de assado, dividiu o bolo em três partes e deu aos reis magos. Assim, aquele que saísse com a parte com a fava, seria o primeiro a oferecer o presente.

 

Existem outras versões da receita?

 

Sim! Apesar de, originalmente, ser feito com frutas cristalizadas, assim como o panetone, em muitos lugares já é possível encontrar o bolo do Rei em outros sabores, como é o caso do bolo da Rainha. Ao contrário do bolo do Rei, o da Rainha leva em sua receita amêndoas laminadas, raspas de laranja, Brandy, aguardente, sultanas e miolo de nozes.

 

A receita é uma alternativa deliciosa para quem não é fã das famosas frutas cristalizadas.

 

Seja qual for a comemoração, a sobremesa é um item indispensável. Seja panetone, stollen ou bolo do Rei, uma deliciosa receita festiva deixa qualquer ceia natalina memorável. Aproveite nossas dicas de bolos de Natal e impressione seus familiares e amigos nessa data mais do que especial!

 

Gostou do nosso post sobre dicas de bolos de Natal? Então, deixe um comentário no post e compartilhe com a gente, e com os demais leitores, as suas dicas!



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