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CURIOSIDADES

O que deve constar nos rótulos e embalagens para alimentos?

Escrito por Massa Madre Blog
4 de abril de 2019

Saber o que informar nos rótulos e embalagens para alimentos é tão importante quanto oferecer um produto saboroso e de qualidade. Além da preocupação com o design, uma padaria ou qualquer outra empresa do ramo alimentício precisa esclarecer em suas embalagens informações que são do interesse do consumidor.

De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, cerca de 70% dos consumidores verificam as informações dos rótulos de alimentos antes de efetuarem a compra. Isso mostra que manter uma comunicação transparente também é uma estratégia de mercado que aumenta as vendas, assim como a confiança do cliente em seu produto.

Para garantir o direito à informação do consumidor, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pela fiscalização de rótulos de mercadorias no setor alimentício, implementou em 2002 a norma RDC nº 259, referente ao Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados.

Segundo a lei, algumas informações se tornaram obrigatórias quando o assunto são os rótulos e embalagens. Por isso, não cumprir as exigências é uma prática que pode gerar multas e até mesmo problemas fiscais. Quer descobrir quais itens não podem faltar em suas embalagens? Então, confira as nossas dicas que acabaram de sair do forno!

Quais informações devem constar nos rótulos e embalagens para alimentos?

Segundo a Anvisa, alguns dados são obrigatórios nos rótulos de produtos alimentícios. Confira quais são eles!

Descrição do nome

Como o próprio nome diz, descrever o nome do alimento é a primeira informação que precisa conter na embalagem. Essa designação, por outro lado, impede que seu produto seja confundido com outras variedades, como carnes, ovos, gelado etc.

Mas atenção: embora pareça óbvio, as denominações precisam ser claras e precisam seguir o estudo técnico exigido pela legislação brasileira.

Lista de ingredientes

Consultar a lista de ingredientes é um hábito que a maioria dos clientes possui. Para quem tem restrições, por exemplo, verificar essas informações é indispensável, o que torna a listagem de extrema importância para o consumidor.

Porém, para facilitar a comunicação e padronizar os rótulos, é necessário descrever os ingredientes em ordem decrescente — do maior para o menor — informando sempre os itens que possuem maior quantidade.

No entanto, não é necessário pontuar todos os ingredientes. Aqueles que são únicos, como farinha, vinagre, açúcar, entre outros, estão dispensados.

Origem do produto

Onde o seu produto foi produzido? Quais são os dados da sua empresa alimentícia? Essas são informações que precisam estar no rótulo para que o consumidor saiba mais detalhes sobre o próprio fabricante.

Entretanto, colocar apenas o endereço nos rótulos e embalagens não é suficiente, segundo a legislação brasileira. Além disso, é crucial inserir o número de inscrição do estabelecimento, o CNPJ, o número do lote para identificação caso tenha algum problema, a expressão “Indústria Brasileira” e demais conteúdos complementares.

Mas isso não é tudo. O rótulo também deve informar telefones e contatos do SAC, pois assim o cliente poderá entrar em contato para solucionar problemas, elogiar ou resolver outras dúvidas.

Prazo de validade

Todo alimento tem um prazo de validade, não é mesmo? Informar esse prazo é obrigatório e faz toda a diferença na hora da compra, já que o consumidor poderá saber se aquele item está disponível para consumo, considerando que suas características não estejam comprometidas.

No mais, sua empresa precisa saber que os itens que possuem prazo de validade inferior a 3 meses precisam ser descritos com dia, mês e também ano. Por outro lado, para os demais produtos que vão vencer acima desse período, poderá ser notificado apenas o mês e ano.

Conteúdos líquidos

Os consumidores também precisam entender sobre o peso do produto que estão adquirindo. Seja em massa, quilos, litros ou gramas, sua empresa alimentícia precisa estipular o conteúdo líquido, além de outros adicionais.

Em alguns casos, deve-se informar o peso do alimento e também da embalagem para que reconheça a quantidade exata que está comprando.

Tabela nutricional

O consumo consciente é uma realidade no mercado alimentício. Em decorrência dessa mudança de comportamento, muitos consumidores tornaram a tabela nutricional um guia decisivo para qualquer compra.

Para as empresas, informar as porções, micronutrientes, medidas e demais valores diários e energéticos é fundamental, embora seja um dos conteúdos que mais oferece dúvidas entre os consumidores.

Veja, a seguir, quais são os dados que não podem faltar na tabela nutricional:

  • carboidratos;
  • valor energético;
  • gorduras totais;
  • proteínas;
  • gorduras trans;
  • gordura saturada;
  • sódio;
  • fibra alimentar.

Além da tabela nutricional obrigatória, também poderá ser inserida uma tabela complementar na embalagem.

Nessa tabela, a empresa informará se aquele produto é diet ou light e se possui alguma substância em maior proporção ou redução, por exemplo. Como sugestão, é interessante anexar esses dados complementares, pois são considerados um diferencial principalmente para quem consome alimentos específicos. Fica a dica!

O que não pode ter no rótulo e embalagem de alimentos?

Assim como existem informações que são obrigatórias, também há dados que são proibidos pela Anvisa.

Qualquer conteúdo que ofereça uma informação errada ou que induza o cliente à compra é vedado por lei. As afirmações relacionadas à substituição de alimentos também são proibidas, além de informações que garantem a cura de doenças, diminuição de risco de vida ou qualquer produto com fins medicinais e terapêuticos.

Por que os rótulos são ferramentas de marketing?

Toda e qualquer informação pode ser utilizada como estratégia de marketing, e os rótulos não são uma exceção.

Mais do que prestar um esclarecimento sobre sua origem, lote, tabela nutricional ou fabricante, as embalagens são o primeiro contato que o consumidor tem com o produto, por isso precisam estar alinhadas com os objetivos da empresa.

Como já falamos, o design é importante no momento da compra, mas as informações que estão contidas no rótulo também são indispensáveis. Basicamente, seguir a legislação é importante para evitar multas, mas também é uma prática que pode ajudar você a vender mais.

Quer um exemplo? Se a sua empresa tem um produto saudável, explorar essa vantagem no rótulo é uma decisão que pode superar a concorrência.

Aprendeu tudo sobre as informações que precisam constar nos rótulos e embalagens de alimentos? Então sua empresa alimentícia já pode colocar em prática essas dicas! Quer aprender mais conteúdos? Acesse o nosso “Guia para elaborar programa de fidelização de clientes“.

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