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Por que a Pizza em São Paulo é referência nacional?

27 MARÇO,2017

 

Para todo paulistano ou visitante, a pizzaria em São Paulo é um ponto de parada obrigatória na hora da fome. A cidade, uma das maiores do mundo, além de polo econômico do nosso país em diversas áreas de negócios, tornou-se referência quando o assunto é pizza.

 

Dizem que a iguaria foi inventada há cerca de 6000 anos pelos hebreus do Egito e, mais tarde, os italianos aprimoraram a receita, tornando algo mais parecido do que é hoje. Quando chegou ao Brasil, aí é que a receita ficou ainda melhor.

 

Mas por que as pizzas em São Paulo ganharam tanta fama assim? Continue acompanhando nosso post e descubra agora!

 

Como a pizza chegou em São Paulo

 

São Paulo é o berço multicultural do país. No porto de Santos, pessoas de diversos países já desembarcaram nos séculos passados, trazendo suas famílias e buscando melhores condições de vida. Não foi diferente com milhares de cidadãos italianos que imigraram para cá em meados do século 19, trazidos para trabalhar nas lavouras de café.

 

Assim como qualquer povo, esses trabalhadores possuíam seus costumes, culturas, tradições e, claro, sua forma de se alimentar. A partir daí, aos poucos fomos conhecendo mais desse alimento que ia sendo modificado e adaptado aos ingredientes locais.

 

Não é à toa que, hoje, o estado possui mais de 12 mil pizzarias e consome 53% de toda a produção nacional. Assim, a pizza não simplesmente chegou a São Paulo, mas dominou totalmente o local e depois o país.

 

Como se criou a cultura da pizzaria em São Paulo

 

Massa, molho de tomate, queijo e, às vezes, algumas ervas: uma mistura muito simples, mas que se tornou uma das refeições mais apreciadas em todo o mundo. Só em São Paulo, a cada minuto são cerca de 720 pizzas saindo do forno. Por dia, esse número passa de 1 milhão.

 

Ao longo do tempo, as receitas foram sendo modificadas. Por exemplo, já encontramos facilmente sabores com coberturas doces, como a de morango com chocolate. Já outras ganharam uma cara bem brasileira, como a de carne seca. São muitas opções para agradar os diversos tipos de públicos que se encontram em cada pizzaria em São Paulo.

 

Alguns lugares, entretanto, se mantêm bem fiéis às origens italianas e buscam, inclusive, receitas e ingredientes que venham diretamente do país que difundiu tanto a cultura e a comida pelo mundo.

 

A cidade tornando-se referência no país

 

Ninguém pode negar que São Paulo é uma das maiores referências nacionais quando o assunto é pizza, seja em qualidade de produto ou em quantidade em que é produzida. Afinal, como já vimos, mais da metade do consumo do país fica somente lá, no estado. Mas quando a cidade tornou-se o modelo que é hoje?

 

Como também já comentamos, foi ali que os imigrantes desembarcaram quando chegaram ao país — mas, claro, eles não foram criando uma pizzaria logo de cara. Mais especificamente, grande parte das colônias italianas se abrigaram no bairro do Brás, já no início do século 20, e só a partir daí que iniciou-se a produção das massas.

 

Segundo a história, o pizzaiolo napolitano, Carmino Corvino, foi o proprietário da cantina Don Carmenielo. Ali, ele foi o primeiro a assar receitas tradicionais de sua região natal em forno à lenha, nos sabores de muçarela e aliche. Depois disso, não tardou quase nada para surgirem vários outros endereços no bairro — a tradicional Castelões, por exemplo, ícone entre as paulistanas, também nasceu ali no Brás, em 1924, mantendo-se firme até hoje.

 

Depois, a pizza passou a ser produzida em outros bairros da cidade, espalhando ainda mais a sua fama. Aqui, podemos citar o Jardim de Napoli, inaugurado no ano de 1930, no Centro, e a Speranza, em 1960, no Bela Vista, que ainda fazem muito sucesso com suas massas.

 

Com a contínua popularização da comida, abriu-se muitas portas para que novas versões de pizzas surgissem. Após a década de 1960, algumas padarias também passaram a vendê-las, já em pedaços. Com isso, o tradicional preparo napolitano foi perdendo espaço para receitas adaptadas, agora com bordas finas e coberturas bem exageradas, como costumam ser. Além disso, a dificuldade de adquirir ingredientes de qualidade, como a muçarela de búfala ou o manjericão fresco, foram impulsionadores para os novos sabores.

 

Dicas para a pizza perfeita

 

Para você que busca saber como criar um sabor tão especial como as de uma pizzaria em São Paulo, o professor Mario Agostinelli, da Accademia Pizzaioli, uma das mais importantes na Itália, ministrou um curso sede do ICIF (Italian Culinary Institute for Foreigners) e ensinou algumas dicas.

 

Ele diz que:

 

  • ao preparar a massa da pizza, é preciso ter um cuidado especial com o uso do sal. Por isso, o fermento nunca deve ser colocado em contato com o ingrediente. Assim, opte por salgar a massa sempre no final do preparo ou quando ela já estiver se formando;

 

  • para avaliar se a massa já chegou ao ponto certo da fermentação, é preciso observar: pressione a massa com os dedos e veja se ela reagirá, fazendo desaparecer suas digitais. Se a marca ainda permanecer na massa, será preciso prolongar o tempo de fermentação;

 

  • por fim, se quiser que sua pizza se pareça mais com a de uma pizzaria em São Paulo, ficando bem leve, é preciso tratá-la como se faz com carnes frescas: deixe-a “amaciar” (no caso da massa de pizza, falamos maturar) por alguns dias na geladeira, com temperaturas na faixa de 4°C. Quando deixada em temperatura ambiente, a massa finaliza seu processo de fermentação entre 8 e 10 horas mas, apesar disso, não estará madura de fato — ou seja, não estará perfeitamente digerível. Em contrapartida, à 4°C e após 24 horas, sua massa fermentará e estará realmente maturada.

 

E aí, gostou de conhecer um pouco mais sobre essa comida que é originalmente italiana, mas já ganhou totalmente o gosto dos brasileiros? Tudo pronto para visitar alguma pizzaria em São Paulo e provar algum dos diversos sabores disponíveis por lá? Deixe seu comentário e compartilhe com a gente a sua opinião sobre o assunto!

 



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