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Conheça a tradição da padaria portuguesa no Brasil

18 MAIO,2017

 

A padaria é um estabelecimento muito importante para os brasileiros. É lá que compramos pão ou alguns mantimentos para salvar a despensa, tomamos café da manhã e até encontramos os vizinhos do bairro para trocar ideias.

 

Para ter uma noção de como ela faz parte de nossas vidas, pense em quantas vezes você já ouviu alguém dizer que vai dar uma passadinha na padaria. Se o assunto for a influência da cultura portuguesa, a relação fica ainda mais próxima.

 

Isso porque os culpados (se pudermos chamá-los dessa forma) por trazê-la para nossas terras são os portugueses. Além dos hábitos, seus conhecimentos também foram fundamentais para o desenvolvimento da panificação no Brasil.

 

Mas como é uma tradicional padaria portuguesa? De que maneira essa cultura influenciou a nossa? E como os estabelecimentos brasileiros se aperfeiçoaram e fortaleceram ainda mais o mercado?

 

Para responder a essas e a outras perguntas, continue lendo este artigo. Preparamos um conteúdo completo, com tudo o que você precisa saber sobre as padarias portuguesas e brasileiras. Vamos lá?

 

A padaria portuguesa não chegou ao Brasil a bordo das caravelas

 

Todos sabemos que o Brasil foi colonizado por portugueses. É por isso que falamos a mesma língua e mantemos, até hoje, traços culturais fortes da terrinha. Apesar disso, o período que sacramentou a panificação lusa como grande influência no nosso país foi entre os séculos XIX e XX.

 

Durante o intenso fluxo de cruzadas entre os dois países, um grande número de portugueses recomeçou a vida no Brasil. A maioria dos imigrantes foi trabalhar nas lavouras, o que proporcionou o desenvolvimento da agricultura. E uma parcela menor abriu seu pequeno negócio para saciar as necessidades das cidades.

 

Foi nessa época que o trigo conseguiu ganhar o espaço antes ocupado apenas pela mandioca e pelo milho. Essa evolução na produção nacional também serviu de incentivo para surgirem cada vez mais padarias em nosso país.

 

No início do século XX, os empreendimentos portugueses já tinham seus públicos fiéis nas cidades brasileiras. Eles eram formados pela vizinhança dos estabelecimentos e aqueles que compravam o pão das carrocinhas. A estimativa é que, durante a década de 30, mais da metade das padarias eram de Portugal.

 

Os primeiros estabelecimentos empregavam principalmente os conterrâneos lusos

 

Os portugueses que abriram seus negócios em terras brasileiras não eram necessariamente padeiros. A realidade é que a produção de pães era uma tradição familiar.

 

Por isso, mesmo aqueles que não dominavam a técnica em sua totalidade começaram a comercializar o alimento por aqui. A equipe dessas padarias portuguesas era formada principalmente por membros da família, conhecidos e outros conterrâneos à procura de emprego.

 

Os patrões tinham uma clara preferência por essas pessoas. Mesmo que eles não conhecessem a panificação em si, se mudavam para o estabelecimento, trabalhavam longas horas (até 20 por dia) e aprendiam a função.

 

Esse cenário, acompanhado do constante aumento da demanda por alimento nas cidades, fez com que os negócios crescessem. As técnicas foram desenvolvidas naturalmente. Os pães foram aperfeiçoados e ganharam companheiros mais elaborados nas vitrines das casas especializadas.

 

As características portuguesas foram incorporadas às padarias brasileiras

 

Depois de tantos anos no Brasil, os padeiros portugueses estabeleceram sua marca no país. Não foi à toa que Santa Isabel foi escolhida como padroeira desse setor. Além disso, muitas características lusas foram incorporadas pelos brasileiros.

 

Até hoje, são muitos os estabelecimentos que mantêm a herança familiar. Ou seja: o negócio passa de uma geração a outra e sustenta as tradições ao longo dos anos. Não é raro encontrarmos pais e filhos trabalhando juntos e atendendo aos clientes com simpatia atrás dos balcões das padarias.

 

Mas são as receitas que conquistam os corações brasileiros. Tortas, roscas, bolos e docinhos enchem os olhos e as barrigas dos clientes fiéis. Sem falar dos pastéis de Belém ou dos sonhos, que são as grandes estrelas das vitrines das padarias portuguesas.

 

Os pequenos negócios se tornaram grandes empreendimentos gourmet

 

Uma cultura que começou com trabalhadores não profissionalizados sobreviveu ao passar dos anos com muito suor. E, claro, a partir de adaptações às quais todo negócio está sujeito.

 

Apesar de muitas delas manterem a tradição em sua raiz, aquelas padarias que resistem até hoje tiveram que incorporar novos atrativos para os clientes.

 

Atualmente, a maioria dos grandes negócios em funcionamento trabalha em um modelo parecido com o dos minimercados. Eles não somente oferecem os produtos da panificação, como também têm em suas prateleiras alguns itens de necessidades alimentares básicas para uma casa.

 

Outra forma de atrair mais pessoas para seus balcões foi oferecer refeições. Em São Paulo, por exemplo, é muito comum tomar café da manhã nas padarias. Além dos tradicionais cafés pingados e pães na chapa, muitas servem buffets completos, com frutas, sucos naturais e tortas variadas.

 

Essas evoluções não são exclusivamente brasileiras, mas sim um movimento natural do mercado. Apesar de serem mais fortes em território nacional, em Portugal as grandes padarias já notaram a necessidade de aumentar a variedade de produtos e serviços oferecidos.

 

A tradição centenária passa a ser reconhecida como valor agregado

 

pão é um dos alimentos que permeia todas as histórias, milenares ou atuais. Suas receitas e formas de preparo evoluíram ao longo dos anos. Num certo ponto, a industrialização desse setor foi vantajosa, já que passou a ser possível produzir mais por custos menores.

 

Entretanto, são as tradições e as iguarias feitas manualmente que têm um lugar especial no coração e no paladar dos consumidores. E os empreendedores da área já perceberam essa tendência.

 

Uma prova disso é a enorme variedade de padarias que se vangloria de suas tradições — ou do estabelecimento, ou das receitas empregadas em suas produções. O segredo para se manter relevante é trabalhar a origem em toda a amplitude da palavra: não somente das técnicas, mas também dos ingredientes de qualidade.

 

A união entre a história das padarias portuguesas e o trigo, os fermentos, os ovos e os demais insumos é a chave para uma vitrine mais valiosa do que os tesouros da terra prometida.

 

A tradição da padaria portuguesa é um dos maiores valores transmitidos para a cultura brasileira. Sem dúvidas, ela é apreciada e elogiada diariamente pelos consumidores do nosso país. Para os empreendedores do setor, toda a história e a evolução da panificação são inspirações que ajudam a ditar o futuro dos pães.

 

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