Fernanda Benitez

Quem te inspirou?

A minha mãe.

 

Quando decidiu?

Decidi muito cedo, mas não tive coragem. Fiz odontologia e pôs graduação. Mas sempre fazia em casa de tudo. Após a reincidência do câncer na minha mãe entendi que precisava realizar tudo que desejava, então pedi ajuda para fazer gastronomia do meu marido. 

 

Como aprendi? 

Tive muitos mentores. Minha mãe para cozinha, Joyce Cafiero, Juan Bertoni, Gerci Trevenzoli na faculdade. Muitos livros, internet, santo Google, Levain escola com a professora Juliana Pascal e a padeira Moema Machado. 

 

Como define sua cozinha? 

Cozinha que não tem limites. Tudo é possível. Sabores e texturas ilimitados.

 

Quem é você fora da cozinha? 

Uma pessoa que busca melhorar. Aprendendo a dividir. Não tenho orgulho de pedir desculpas. Tenho poucos amigos, e todos dizem que sou inflexível mas que sou gente boa gosto muito de yoga e academia. 

 

Sabor da infância? 

Comida da minha mãe.

 

É um sucesso por que? 

Essa pergunta é boa! Acredito que causa impacto sempre para quem prova, e remete a algo familiar. Crio conexão com minha comida ou pão. Falo diretamente com o prazer de comer das pessoas. 

 

Um prato? 

Impossível dizer um. Diria um prato bem feito. Ou talvez trocasse qualquer prato para comer novamente algo feito pela minha mãe. Recentemente em Evora, na Taberna típica 4ªfeira tive o prazer de comer a comida da Luiza, que parecia ter sido feita pela minha mãe. Chorei ao comer. Comeria lá outra vez. Prato: Porco feito pela Luiza no Taberna típica 4ªfeira. Comida de mãe. 

 

Comer ou preparar? 

Nenhum dos dois, te respondo que ver os outros comendo o que preparei, isso sim é sedutor. 

 

O que comeu e não esqueceu? 

Com certeza a comida da minha mãe. Culinária boliviana com sabores únicos e marcantes. 

 





POSTS