Moema Machado

 

Quem te inspirou?

 

Minha mãe, com certeza. Ela sempre fez pães, roscas e bolos em casa, desde as minhas lembranças mais remotas. Fazia salgadinhos de festa e pizzas para vender e eu preferia deixar de brincar para ajudá-la na cozinha.

 

Quando decidiu?

 

Em 2012, quando decidi deixar um cargo administrativo numa empresa que eu trabalhava há 7 anos.

 

Como aprendeu?

 

Fui para Curitiba e fiz um curso voltado para confeitaria e panificação (Centro Europeu). Lá aprendi a base da panificação profissional. Quando voltei para Goiânia e descobri que o pão era realmente uma paixão, comecei a estudar e pesquisar por conta própria sobre fermentação natural. Depois de um tempo, fiz alguns cursos em São Paulo, Porto Alegre e San Francisco (SFBI).

 

Como define a sua cozinha?

 

Sou padeira. Apaixonada por fermentação natural. Mas também me encanta muito estudar os métodos primitivos de cocção de pães, os tipos de fermentação, as várias técnicas e particularidades que diferentes culturas transformam a farinha e a água em cada parte do mundo. Procuro entender cada vez mais a relação do fogo com o pão, na sua forma mais simples e primitiva. Gosto desse resgate, é desafiante e estimulante para mim.

 

Quem é você fora da cozinha?

 

Uma mulher cheia de sonhos e vontade de viver. Se pudesse, abraçaria o mundo.

 

Sabor da Infância?

 

Pão careca da minha mãe. Biscoito de queijo da minha mãe. Pamonha feita na fazenda da minha avó com a família toda reunida.

 

É um sucesso por quê?

 

Prefiro dizer que as pessoas se identificam com o meu trabalho porque mostro a minha essência através dele. Sucesso é relativo. Reconhecimento é gratificante.

 

Um prato?

 

Bife à parmegiana, com um bom pão para limpar o prato!

 

Comer ou preparar?

 

Preparar e comer.

 

O que comeu e não esqueceu?

 

O pão (francês) com ovo que a mãe de uma grande amiga faz divinamente bem. Inesquecível.