Mac Marques

Quem te inspirou? 

Minha mãe

 

Quando decidiu? 

Aos 9 anos de idade eu já cozinhava. Aquele ambiente de cozinha e a mágica de preparar cada refeição capturou meu coração para sempre.

 

Como aprendeu?

Pela curiosidade e o desafio de reproduzir alguns preparos. Depois de anos fazendo tudo "do meu jeito", conheci Andreas Saurwein que foi meu sócio e hoje é um grande amigo. O Andreas havia sido chef de cozinha dos oficiais do exército austríaco. Quando o vi cozinhar pela primeira vez, percebi que eu precisava aprender técnicas se eu quisesse dar um passo à frente. Muitos anos depois, me matriculei em uma universidade e cursei gastronomia.

Na primeira aula prática de confeitaria, minha professora teve que jogar meu solado Genoise no lixo. Aquilo me deixou destruído. Eu me dava muito bem com as panelas, mas a confeitaria parecia escorregar e eu achava que desistiria dela quando me veio à cabeça uma entrevista de Ayrton Senna e seu relato de como sua pilotagem era ruim na chuva. Tudo que ele vez foi praticar então, quando chovia, ele ia para o autódromo. No meu caso, quando um cliente cancelava uma reunião, eu corria para as práticas livre da faculdade e, daquele momento em diante, confeitaria se tornou ainda mais natural do que "as panelas". Em outras palavras, com vontade, atitude e paciência, você poderá fazer qualquer coisa.

 

Como define a sua cozinha?

É difícil e duro o que vou dizer agora mas, estou muito insatisfeito com a cozinha de forma geral. Cheguei naquele momento no qual o maior desafio será criar um novo conceito para mim mesmo. Tenho estudado muito a respeito. A confeitaria tem sido uma coisa relaxante e divertida. É incrível o quanto me sinto bem trabalhando na linha do Jean-Michel Perruchon. Na parte da panificação, sou adepto de pães alemães no qual gosto de experimentar novas combinações com frequência. Nos últimos anos, tenho trabalhado intensamente com pães integrais e estudado muito os pães integrais oferecidos no Brasil. Tenho muito para compartilhar e aprender.

 

Quem é você fora da cozinha?

Empresário da área de tecnologia da informação. Nas horas vagas, gosto de escrever músicas, encontrar amigos e viajar - o que já inclui um pacote gastronômico repleto de vinhos.

 

Sabor da Infância?

A resposta pode parecer realmente um clichê, mas o sabor de infância que terei sempre é o feijão feito por minha mãe.

 

É um sucesso por quê?

Uma mescla de poucos ingredientes com um aroma incrível e capaz de agradar até aqueles que, como eu, não são fãs de feijão.

 

Um prato?

Poucas pessoas de cozinha não têm um prato favorito e sou uma delas. Na minha opinião, um prato feito com cuidado e muito amor pode fazer de um improviso, algo inesquecível. Os melhores pratos que comi na vida não foram planejados.

 

Comer ou preparar?

Preparar.

 

O que comeu e não esqueceu?

Um fettuccine com linguiças e trufas que comi em Agosto de 2016 está no topo da lista como o melhor prato que já comi na vida.